Arquivo de Outubro, 2009

Voodoo 2/Azar 1

22 22UTC Outubro 22UTC 2009

Continuo com um puta de azar. Desta vez decidi desistir completamente de obter meios de ouvir música e aproveitar uma relaxante e pensativa viagem. Foi um total fail. Segunda feira foi totalmente aborrecido, por pouco não adormeci com a cabeça encostada ao banco. Terça feira costumam vir amigos fofinhos meus que até divertiram e deu para o gasto. Quarta feira, idem aspas. Agora hoje, tive o puta do azar. Estava muito relaxado a apreciar a paisagem e os pássaros e 2 cães a foder e assim, quando entra no meu autocarro um chunga. Um daqueles espécies de pessoas ou whatevah, que todos gostariam de matar à paulada, depois espetar lhes a cabeça num ferro e meter a arder e uma placa por baixo a dizer: ‘Chungas serão sodomizados, proibida a entrada!’ e um cap da NY queimado no chão. O dito chunga, era daqueles tipos de chunga que pensam que a música que ouvem é a melhor do mundo e todos os do autocarro merecem ouvir. Lá vai ele com o seu telemóvel de merda, roubado de certeza, com rap francês, inglês, brasileiro, crioulo, pretoguês, etc etc. E a abanar a cabeça assim do tipo ‘ya sóce tenho béde estilo e este é ganda som e quês memo e tou a curtir bué e fodi 3 ganzas e fumei 2 pretas antes de vir para aqui e foi bue curtido soce e ques atao beto tas a estigar levas ganda chinada sai da minha frente senao furo te todo mas antes arranja ai 50 centimos’. E eu tipo: ‘wtf arrancava te esse chapéu ranhoso da tromba e metia te a comer alcatrão nojento filho da puta’. A música era irritante, com aquele chunga a cantar, tornou se completamente insuportável. Tentei distrair-me, pensando em coisas de alto valor intelectual, como a reprodução das lesmas e em como o suor dos hipopótamos é importante para os mesmos, e em como o ostracismo nas pólis gregas, mais especificamente na de Atenas rulava porque kickavam da cidade o pipól que não curtiam e queria fazer isso ao chunga.

Resumo: A minha vida continua aborrecida e estúpida.

PS: Perdi a tesão de jogar Metin. Se alguém me arranjar algum jogo muito viciante que não seja, e cito: Ogame, Travian, Metin2, World of Warcraft, Counter Strike, Ikariam, Tribalwars,todos os MMO’s em geral; por favor diga qualquer coisa, principalmente se for um jogo com moças gostosas, pois estou a desesperar.

Voodoo

18 18UTC Outubro 18UTC 2009

Olá pessoas que lêem o meu blog. Tive uma semana deveras péssima e desinteressante. Segundo a minha intuição masculina(aquele musgo que tá entre os dedos dos pés, curiosamente, apenas nos meus) estou a ser vítima de magia negra. Mais especificamente o voodoo. E passo a explicar o porquê.

Segunda-feira. Dia de não ir à escola porque tenho febre. (Febre = primeiro sinal de que estou a ser embruxado)
Terça-Feira. Levo o meu mp3 para ouvir música. Surpresa das surpresas, esqueço me dos phones em casa. Hum, que curioso. Esqueci me das chaves também. Ainda mais curioso, no dia em que a minha mãe demora 1 hora a chegar a casa. 1 hora preso fora de casa sem música e a morrer à seca.
Quarta-Feira. Levo o mp3 e os phones. Descubro que os phones estão estragados. Tento ligar a minha DSi com o mp3. Os meus headphones gigantes que pedi emprestado ao meu irmão estragaram se também, curiosamente.
Quinta-Feira. Decidi levar o N80. Descubro rapidamente que apenas um dos meus phones funcionam (foi o máximo de música que consegui durante a semana).
Sexta-Feira. Levei 3 pares diferentes de phones. Quando liguei o N80, apareceu o seguinte: ‘Cartão de memória danificado. Formatar Cartão de memória?’.

Para as pessoas que odeiam o meu blog/eu/eu e o meu blog e estão neste momento a espetar agulhas num boneco com a minha foto e bocados de cabelo meus, era só para especificar que as agulhas que espetaram na minha cabeça para tentar com que eu fique surdo não estão a resultar. Mas estão a começar a fazer efeito, porque já comprei um x-acto e cortar os pulsos parece me uma opção razoável.

La chose nº40

7 07UTC Outubro 07UTC 2009
Eu passei por ser um destes.

Eu passei por ser um destes.

Depois de 48h a praticar a fotossíntese e a comer terra, decidi que ser um vegetal não é para mim. Vou voltar a pensar. Mas não vou pensar a todos os momentos. Sou um homem rotineiro. Gosto de me manter a certos padrões, caso contrário sinto me desamparado, e fico me a sentir mal. Por exemplo, segunda é dia de Metin, Terça é dia de Séries, Quarta é dia de acabar as Séries que não vi na Terça das Séries e depois jogo Metin, Quinta é dia de Metin, Sexta é dia de dormir, Sábado é dia de Metin e Supernatural, Domingo é dia de Metin. E em feriados nacionais, religiosos, ou simplesmente dias de balda, é dia de Metin. Ora, onde é que vou fixar aqui um dia de Pensar, tendo uma agenda preenchida como se vê? Simples, não fixo. Não vou ter dia de Pensar. Até porque tirar o dia para pensar é estúpido. Vou ter, sim, momentos de pensar. E como é que vou ter momentos de pensar? Como? Simples. Para explicar isso primeiro tenho de contar um momento iluminatório da minha vida como vegetal, que aconteceu ontem.

Estava eu muito bem deitado na cama a jogar Metin e a babar-me (terça-feira das séries ontem foi adiada para hoje, porque viciei demais no Metin, e vai ter de ser adiada outra vez para amanhã, porque só vi um episódio hoje porque viciei demais no Metin) e então lembrei me: ‘Ah filha da puta que pariu um macaco, tenho TPC’s de História. O trabalho era construir uma longa resposta. Logo envolvia algo que estava contra os meus princípios naquele preciso momento. E então, o que faço? Abro o livro, olho para o que está lá escrito, e dá me uma bruta vontade de cagar. Fui cagar, mandei um cagalhão fora, e comecei a pensar. ‘Que tal se eu fizesse os trabalhos de história enquanto cago? Visto que da minha cabeça só pode sair merda, cago tudo de uma vez’. Lá fui a correr para o quarto com o cu todo cagado, peguei nas cenas e sentei me na sanita. Subitamente, e por incrível que pareça, surgiram me montes de ideias. Cagar, apesar do que todos dizem, é algo espectacular e enriquece nos o interior, e empobrece nos olfactivamente a casa de banho. Ao cagar, senti uma chama de ideias a queimar dentro de mim, e escrevi um texto razoavelmente bom. Senti me bem. A iluminação da casa de banho, o ressurgir das  ideias, ver as minhas expressões num espelho, o cheiro a merda e as letras no papel. Foi lindo. Senti me unido. Eu, a merda, e as ideias. Curioso. Eu + Ideias = Merda. Não tinha tirado esta conclusão.

Hoje, vim falar assim por alto sobre a minha nova turma. Depois hei de fazer a tradicional coisa onde falo mal de toda a gente da mesma. Portanto, na minha turma existe gente fixe e gente não fixe de todo. Por exemplo, temos uma gaja tão feia que não é necessário mascarar se no dia das Bruxas, ou fazer uma careta quando lhe é pedido, visto que a cara dela em si já é uma careta. Depois temos uma rapariga negra (e como sabem eu não sou racista) chamada Tatiana que costuma comentar esta merda toda com comentários que geralmente não são nada de jeito mas aumentam o meu ego, e um gajo preto também, mas ele é racista. Quando souber os números da malta eu faço a coisa sobre a turma. Enfim, a minha turma é basicamente formada por grupinhos e adoramos excluir os feios, impopulares, gays e com SIDA. É mais ou menos como ‘juntem-se a nós ou serão sodomizados’. Não é racismo, simplesmente eles não gostam de nós e nós não gostamos de volta. Somos muito amigos.

Gostei desta Coisa. Tem bastante quantidade. Mas qualidade não tem. De todo. Nunca. Um dia hei de fazer uma coisa que seja de jeito. Que faça as pessoas ficarem a pensar e que me faça parecer que realmente sou um animal racional e tenho inteligência fora do Metin. Por agora, vou simplesmente ser a mesma besta.

Coisa nº 39

5 05UTC Outubro 05UTC 2009

Esta vai ser uma coisa profundamente espiritual. Vou falar dos meus sentimentos estados espírito entre outras cenas assim e tal. Tinha escrito uma Coisa nº39 perfeita, sobre um acontecimento embaraçoso. Mas como escrevi no Quickpress aquela merda não guarda sozinho, e o pc foi abaixo e pumba, foi co caralho. Se me apetecer ainda escrevo nesta coisa. Mas, enfim. Vamos à questão importante.

Hoje acordei a pensar, e pensei sobre coisas. Como sempre nunca tiro conclusões de jeito. Mas, foi graças a não tirar conclusões de jeito que isso me fez tirar uma conclusão de jeito.  A conclusão que eu tirei foi que pensar para mim não dá. É como uma abelha tentar beber água e foder-se toda, ir ao fundo e depois ficar morta a boiar e ter que se ir com uma daquelas redes tirá-la para fora. Por isso mudei o meu estilo de vida. A partir de hoje proíbo me de pensar. É uma espécie de uma religião. Se eu não pensar vou ser feliz, porque geralmente quando penso vejo o que há melhor que eu no mundo. Por exemplo, ainda há uns 5 minutos pensei: ‘Wow, há tanta gente que tem blogs a sério e o meu é o único que é desinteressante e não tem nenhum post que meta uma pessoa a pensar e que tenha aquela ideia de mim: ‘Ele é uma pessoa muito culta, sabe o que diz e é inteligente’. Apenas degrada a minha imagem como besta humana. De certa forma é fixe. Porque eu não tenho sentimentos nem nada dessas merdas há algum tempo. Aprendi a oprimi-los e esmagá-los como baratas. Não, baratas não. As baratas sobrevivem 28 dias sem cabeça, acabam por morrer à fome. Como traças. Odeio traças.  Continuando, blá blá oprimir os sentimentos. A partir de hoje, não vou pensar mais sobre as coisas no geral. Vou ser um vegetal. E é por isso que a partir de hoje este espaço vai ser um espaço vegetalício, e tudo o que escrever aqui vai ser sobre a minha vida como vegetal. Logo podem deixar de vir cá à espera de ver coisas engraçadas. Não vão ser.

(se tivesse auto estima, estaria agora numa lástima)

(e se tivesse coração, estaria agora uma faca espetada nele)

Apetece me contar a história embaraçosa. Porque não faz sentido haver uma coisa sem ter graça. Claro que isso aconteceu nos anteriores 80 posts. Mas, enfim. O que sucedeu foi, que às sextas eu tomo banho na escola. E ao tomar banho na escola, levei a toalha e pendurei por cima da parede. Tomei banho, e quando peguei na toalha para me secar, e como sou alto maricas reparei: ‘Esta toalha não é minha caralho’. E então ainda olhei para o chão para ver se tava lá a minha. Nada. Filha da puta. Como não queria ir ali com a salada a badalar e vestir os boxers todo molhado e ficar com eles presos ao cu, levei aquela toalha (que era muito feia e cheirava esquisitamente). Sequei me àquilo e pensei: ‘na paz’. Reparei quem era o gajo que tinha a minha toalha. Mas não ia dizer nada. Afinal, o que é que eu poderia dizer? ‘Oh, olá, acabei de limpar os culhões e o rego do cu à tua toalha, e tu possivelmente esfregaste a pila na minha. Queres trocar?’. Estava tudo bem…

…até que ouço uma vozinha dos chuveiros a dizer: ‘FODA-SE, ONDE É QUE TÁ A MINHA TOALHA CARALHO? DEVEM TAR A GOZAR COMIGO’. E eu, com um filha da puta de uma chapada psicológica em cima, sentei me e pensei: ‘Já vou ser enrabado’. Sequei me à pressa e meti a toalha na mala. De repente, vejo todos os do balneário a olhar pás toalhas que tinham e a dizer: ‘ESTA TOALHA NÃO É MINHA CARALHO!’ e começaram todos a ver as toalhas que estavam a usar. Todos as trocaram, excepto 1 gajo, que viu: ‘Mas que caralho, esta toalha não é minha, então quem tem a minha?’. E eu, como não queria uma toalha cheia de culhões de outro gajo, fiquei lá no meu canto caladinho, que o gajo até era grande. E depois sequei o cabelo à t-shirt e saí à pressa, todo fodido. Enfim, foi uma aventura interessante.

É o fim. A partir deste momento sou um vegetal e vou esquecer o que me vem à cabeça. E é por isso que esta Coisa vai ficar