Arquivos para Julho 13th, 2009

Théng Nómber Thérthy Sex(The fárst ona that ais bad englaish in the táitle)

13 13UTC Julho 13UTC 2009

‘PORTUGAL, ARE YOU FEELING ALIVE?’ Foram estas as palavras que James Hetfield, vocalista dos Metallica, gritou várias vezes durante o concerto que se realizou na passada Quinta feira, dia 9 de Julho, no Passeio Marítimo de Algués em Oeiras.

Porra, parece aquelas introduções à Sic Notícias. Vá, paneleirices à parte, tive lá no tal de Óptimo ao Vivo. Logo no início, cheguei já com uma banda de atraso, que toda a gente disse que tinha sido do caralho. Mas acho que era só para me fazer sentir mal. Quando fui a caminho do recinto, caiu me o bilhete porque o tinha no bolso do cu. Nem podia acreditar. ‘Foda-se, com esta minha bela sorte, até o meu cu me está a trair’. Por sorte lá um metaleiro apanhou e disse: ‘Eh puto, num puercas isso cá fuora, puerde lá dentro que já num precisas!’. E eu agradeci e pensei: ‘Foda-se, ainda há gajos do porto/metaleiros de jeito oh caralho. Se vir este fdp num circle pit certamente vou lá dar lhe um abraço. Mas como a probabilidade de o voltar a encontrar era 1 em 110… milhares, é lógico que não voltei a verlio. Mas pronto. Mal entrei no recinto deu me vontade de olhar para os gajos que tavam numa fila enorme de bisontes e dizer: ‘ÁIME IN BODRAFOQUEEEEEEECH!’, assim num pseudo-inglês que faria com que toda a gente me batesse com paus e pedras e cerveja.

Tava sozinho, e só tinha 1 risco de bateria. Liguei ao meu miguxo fofuxo, o Marco, que eu conheci no nowai, não vou escrever o nome do fórum onde o conheci, é depressing demais num fórum qualquer. E depois encontramos o Gonçalo, que é um gajo que no concerto dos Megadeth levou uma fatiota mais ou menos como o Super Homem do Death Metal. Aliás, é o Genome que às vezes me comenta a chamar me nomes. Ele tava todo modárfoca, apesar de não ter exagerado tanto como no último concerto. Ia com uma garra super homossexual, com a desculpa que é a garra do metal e tal. Não lhe chamei gay porque ele é mau e bate me. Ah, é verdade, esqueci me. Quando vi o Marco ele tava com 2 aves raras do sexo feminino, que à primeira vista me pareceram Tokio Hotel e de maneira que me deu vontade de gozarlias. À segunda vista, vi que elas eram ainda mais deprimentes que à primeira. E finalmente à terceira vi que afinal não eram tão deprimentes como tinha pensado. E à quarta vi que aquilo era tudo uma manobra para despacharem o Marco e ficarem sozinhas comigo e violarem me à bruta e à grande nas casas de banho daquilo (que por acaso tinham uma fila gigantesca, logo toda a gente tava a mijar em todo o sítio que encontravam, incluindo paredes, bilheteira, mesa que estava na tenda da redbull, eu, etc).

Lá fui eu lá para dentro no meio dos Mastodon. Basicamente eram milhares de pessoas a suar, respirar, peidar se e isso tudo reunido à frente de um palco a fazer os corninhos do metal. Fui me meter no meio dessa gente, sem saber o que esperar daquilo. A ideia que tinha de concertos metal eram gajos com tacos de basebol a baterem-se uns aos outros a gritar ‘DIE MOTHERFOCKERS!’, e a deixar os outros que não queriam morrer em paz. Mas não. Quando fazem circle pits, toda a gente leva no focinho. Eu tava a tentar fugir e levei uma puta no queixo e mordi o lábio. Foi nos Lamb of god, foi aí que saí para beber o meu 1º redbull. Nessa altura tava com o Marco e o Gonçalo2. Depois, oh, ironia do destino! Encontrei as outras 2 aves raras. Pensei: ‘Ou elas me tão a seguir, ou elas me tão a seguir. Porque encontrar me aqui ocasionalmente, é algo do caralho’. Depois decidimos sentar nos um bocado. E quem é que eu vejo depois de me sentar? O Rodas! É verdade, o Rodas. E quem é o Rodas caralho?, perguntas tu nesse pequeno cérebro de azeitona. O Rodas é um gajo da minha escola. Foi o acontecimento irónico nº2, onde encontrei alguém conhecido no meio de toda a multidão. Começo a pensar que sou uma espécie de íman de pessoas conhecidas, porque a primeira vez que entrei no Rock in Rio há 1 ano atrás, encontrei pessoas que não via há anos, porque as estava a evitar e a tentar fugir delas. Citando o Tony Carreira: ‘Ai destino, ai destino’.

Enfim, depois desse encontro ocasional, decidimos ir passear e tal. E lá fomos. Depois de ter acontecido um grande bloco de coisas que não têm graça contar, porque não têm mesmo graça, eram 21h e 45min. Iam começar os Slipknot. Que são do caralho. E agentes correu que nem boizes, para ir ver os bicharocos. E vimos. E foi do caralho, foi o melhor concerto da noite. Levei com sovacos e costas suadas na cara, e tava me a cagar. Sim, tava me mesmo a cagar, porque lá no meio da multidão não se nota muito o cheiro. Até alivia. Fiz os cornos do metal, abanei a cabeça e gritei os pulmãos todos para fora da boca. Mas diverti me. E isso é que interessa. E houve um momento marcante do concerto em que todos se baixaram e depois era para saltar quando o modafoca dissesse ‘JUMP THE FUCK UP’ e eu tava com medo porque sabia que toda a gente ia saltar para cima de mim e iam me esmigalhar e comer me ao jantar. Mas não. Só houve um que fez isso. E eu empurrei-o e chamei lhe nomes e disse que ele podia ter posto desodorizante ao menos.

E depois, foi o ‘momento’ da noite. A banda que todos aguardavam. Os Metallica. Pessoalmente, achei uma merda. Tava à espera de mais dos supostos ‘Reis do metal’. Mandaram cada prego a tocar a Fade to Black e a Nothing Else Matters que perguntei a mim mesmo se estavam a fazer de propósito por causa de mim. Quando chegou a 2/3 do concerto praí, saí de lá do meio. Sentia me uma mosca no meio da merda. Era só gajos a espalmarem me, nem conseguia respirar. Tava em tronco nu e o calor dava me vontade de chamar o gregório. Saí, fui beber o meu 3º redbull. O pior é que só reparei que tinha deixado a tshirt lá dentro quando já estava na tenda da redbull. Como já estava habituado a ser olhado de lado, não reparei muito. E lá tava eu, a beber o meu redbull e a curtir a Master of Puppets. Sendo o único em tronco nu, não é difícil adivinhar que fui descoberto facilmente pelas aves raras, que me deram a tshirt e me chamaram nomes. Além disso era o único que tava a tocar a Master of Puppets na minha perna. Depois fomos ter com o Marco e Gongon2, e vivemos felizes para sempre. Paguei lhes uma pizza familiar porque tava generoso. E bebi mais 1 redbull. E depois fizemos uns desenhos fixes na caixa da pizza, que o Marco guardou para ritos satânicos e masturbação massiva ao sacrificar uma galinha do metal como recordação. E depois o meu pai mandou me sms a dizer que estava em baixo do viaduto. Mas eu não sabia o que era um viaduto. Mas depois lá o encontrei. E fui para casa. E agradeci ao Deus do Metal por me ter dado um dia tão fantabulástico. E o gajo disse de nada. E eu fiquei todo contente.