‘PORTUGAL, ARE YOU FEELING ALIVE?’ Foram estas as palavras que James Hetfield, vocalista dos Metallica, gritou várias vezes durante o concerto que se realizou na passada Quinta feira, dia 9 de Julho, no Passeio Marítimo de Algués em Oeiras.
Porra, parece aquelas introduções à Sic Notícias. Vá, paneleirices à parte, tive lá no tal de Óptimo ao Vivo. Logo no início, cheguei já com uma banda de atraso, que toda a gente disse que tinha sido do caralho. Mas acho que era só para me fazer sentir mal. Quando fui a caminho do recinto, caiu me o bilhete porque o tinha no bolso do cu. Nem podia acreditar. ‘Foda-se, com esta minha bela sorte, até o meu cu me está a trair’. Por sorte lá um metaleiro apanhou e disse: ‘Eh puto, num puercas isso cá fuora, puerde lá dentro que já num precisas!’. E eu agradeci e pensei: ‘Foda-se, ainda há gajos do porto/metaleiros de jeito oh caralho. Se vir este fdp num circle pit certamente vou lá dar lhe um abraço. Mas como a probabilidade de o voltar a encontrar era 1 em 110… milhares, é lógico que não voltei a verlio. Mas pronto. Mal entrei no recinto deu me vontade de olhar para os gajos que tavam numa fila enorme de bisontes e dizer: ‘ÁIME IN BODRAFOQUEEEEEEECH!’, assim num pseudo-inglês que faria com que toda a gente me batesse com paus e pedras e cerveja.
Tava sozinho, e só tinha 1 risco de bateria. Liguei ao meu miguxo fofuxo, o Marco, que eu conheci no nowai, não vou escrever o nome do fórum onde o conheci, é depressing demais num fórum qualquer. E depois encontramos o Gonçalo, que é um gajo que no concerto dos Megadeth levou uma fatiota mais ou menos como o Super Homem do Death Metal. Aliás, é o Genome que às vezes me comenta a chamar me nomes. Ele tava todo modárfoca, apesar de não ter exagerado tanto como no último concerto. Ia com uma garra super homossexual, com a desculpa que é a garra do metal e tal. Não lhe chamei gay porque ele é mau e bate me. Ah, é verdade, esqueci me. Quando vi o Marco ele tava com 2 aves raras do sexo feminino, que à primeira vista me pareceram Tokio Hotel e de maneira que me deu vontade de gozarlias. À segunda vista, vi que elas eram ainda mais deprimentes que à primeira. E finalmente à terceira vi que afinal não eram tão deprimentes como tinha pensado. E à quarta vi que aquilo era tudo uma manobra para despacharem o Marco e ficarem sozinhas comigo e violarem me à bruta e à grande nas casas de banho daquilo (que por acaso tinham uma fila gigantesca, logo toda a gente tava a mijar em todo o sítio que encontravam, incluindo paredes, bilheteira, mesa que estava na tenda da redbull, eu, etc).
Lá fui eu lá para dentro no meio dos Mastodon. Basicamente eram milhares de pessoas a suar, respirar, peidar se e isso tudo reunido à frente de um palco a fazer os corninhos do metal. Fui me meter no meio dessa gente, sem saber o que esperar daquilo. A ideia que tinha de concertos metal eram gajos com tacos de basebol a baterem-se uns aos outros a gritar ‘DIE MOTHERFOCKERS!’, e a deixar os outros que não queriam morrer em paz. Mas não. Quando fazem circle pits, toda a gente leva no focinho. Eu tava a tentar fugir e levei uma puta no queixo e mordi o lábio. Foi nos Lamb of god, foi aí que saí para beber o meu 1º redbull. Nessa altura tava com o Marco e o Gonçalo2. Depois, oh, ironia do destino! Encontrei as outras 2 aves raras. Pensei: ‘Ou elas me tão a seguir, ou elas me tão a seguir. Porque encontrar me aqui ocasionalmente, é algo do caralho’. Depois decidimos sentar nos um bocado. E quem é que eu vejo depois de me sentar? O Rodas! É verdade, o Rodas. E quem é o Rodas caralho?, perguntas tu nesse pequeno cérebro de azeitona. O Rodas é um gajo da minha escola. Foi o acontecimento irónico nº2, onde encontrei alguém conhecido no meio de toda a multidão. Começo a pensar que sou uma espécie de íman de pessoas conhecidas, porque a primeira vez que entrei no Rock in Rio há 1 ano atrás, encontrei pessoas que não via há anos, porque as estava a evitar e a tentar fugir delas. Citando o Tony Carreira: ‘Ai destino, ai destino’.
Enfim, depois desse encontro ocasional, decidimos ir passear e tal. E lá fomos. Depois de ter acontecido um grande bloco de coisas que não têm graça contar, porque não têm mesmo graça, eram 21h e 45min. Iam começar os Slipknot. Que são do caralho. E agentes correu que nem boizes, para ir ver os bicharocos. E vimos. E foi do caralho, foi o melhor concerto da noite. Levei com sovacos e costas suadas na cara, e tava me a cagar. Sim, tava me mesmo a cagar, porque lá no meio da multidão não se nota muito o cheiro. Até alivia. Fiz os cornos do metal, abanei a cabeça e gritei os pulmãos todos para fora da boca. Mas diverti me. E isso é que interessa. E houve um momento marcante do concerto em que todos se baixaram e depois era para saltar quando o modafoca dissesse ‘JUMP THE FUCK UP’ e eu tava com medo porque sabia que toda a gente ia saltar para cima de mim e iam me esmigalhar e comer me ao jantar. Mas não. Só houve um que fez isso. E eu empurrei-o e chamei lhe nomes e disse que ele podia ter posto desodorizante ao menos.
E depois, foi o ‘momento’ da noite. A banda que todos aguardavam. Os Metallica. Pessoalmente, achei uma merda. Tava à espera de mais dos supostos ‘Reis do metal’. Mandaram cada prego a tocar a Fade to Black e a Nothing Else Matters que perguntei a mim mesmo se estavam a fazer de propósito por causa de mim. Quando chegou a 2/3 do concerto praí, saí de lá do meio. Sentia me uma mosca no meio da merda. Era só gajos a espalmarem me, nem conseguia respirar. Tava em tronco nu e o calor dava me vontade de chamar o gregório. Saí, fui beber o meu 3º redbull. O pior é que só reparei que tinha deixado a tshirt lá dentro quando já estava na tenda da redbull. Como já estava habituado a ser olhado de lado, não reparei muito. E lá tava eu, a beber o meu redbull e a curtir a Master of Puppets. Sendo o único em tronco nu, não é difícil adivinhar que fui descoberto facilmente pelas aves raras, que me deram a tshirt e me chamaram nomes. Além disso era o único que tava a tocar a Master of Puppets na minha perna. Depois fomos ter com o Marco e Gongon2, e vivemos felizes para sempre. Paguei lhes uma pizza familiar porque tava generoso. E bebi mais 1 redbull. E depois fizemos uns desenhos fixes na caixa da pizza, que o Marco guardou para ritos satânicos e masturbação massiva ao sacrificar uma galinha do metal como recordação. E depois o meu pai mandou me sms a dizer que estava em baixo do viaduto. Mas eu não sabia o que era um viaduto. Mas depois lá o encontrei. E fui para casa. E agradeci ao Deus do Metal por me ter dado um dia tão fantabulástico. E o gajo disse de nada. E eu fiquei todo contente.