Arquivo de Março, 2008

Coisa nº24

25 25UTC Março 25UTC 2008

Atão, comé? Pá, não sei se repararam e tal, mas cheira-me que já não ponho cá as mãos à… Pronto, para ser mais certo, à um tempão do caralho.  Tive a fazer umas coisas brutais durante este tempo que tive fora. Ora vamos lá ver… Espera, não foram assim tão brutais. Pronto, vendo bem, foram coisas um bocadinho merdosas. Tive em Santa Cruz, Peniche, depois tive uma passagem brutal, onde fui para Alenquer, e o melhor, foi quando tive em Lisboa. Portanto, em Santa Cruz, não aconteceu nada que me humilhasse muito, excepto quando passaram dois ingleses e eu virei me para um colega e disse: ‘How much to stick pá barbuxa?’ (Este é o único blog em todo o mundo com esta frase :D ) . Ao início nem reparei que eles eram ingleses, e disse aquela frase por mero acaso. A minha famosa sorte, tá claro. Ora, ontem, tive no Colombo. Sim, o Colombo, aquele sítio onde um segurança morreu-se ou matou-se ou que foi. E vamos lá ver. Lá, passei talvez os momentos mais embaraçosos da minha vida. Primeiro, e o menos embaraçoso, foi o da preta. Tava eu a comer uma pizza bem descansado, a rir comó caraças, e de repente, do nada, disse com voz de preto: ‘Buéda louco com certeza’.  A preta nesse momento, tava a passar atrás de mim. Ficou a olhar para mim, eu fiquei com medo, e depois continuei a comer.  Enfim, coisas da vida.

[Atenção, o contéudo que se segue pode chocar os sóces com estôgamo sensível. Não leiam isto depois de terem comido.]

Agora a parte pior (ou melhor)… Tava eu à porta do cinema do Colombo, com 2 amigos meus. Eram 15:40 e tal. Fomos comprar um balde gigante de pipocas e 1l de coca cola. Depois, fomos carregados com as coisas, para nos afastarmos da bilheteira, quando um querido amigo meu me disse que o filme começava às 16:10. (calma, esta é a parte fraca). Ou seja, tínhamos aquilo tudo, que ia perder o gás e arrefecer durante 30 minutos. Eu, com o meu jeitinho especial, tentei meter a palhinha dentro da Pepsi, que reagiu entornando-se um bocadinho, e ficando com a parte plástica de cima cheia de Pepsi. Compreende-se, eu não gostava de ser perfurado por uma palhinha de plástico para beberem Pepsi de dentro de mim. Continuando, eu estava me a rir bastante, não sei porquê, mas estava. E ao tentar beber a Pepsi que estava na parte plástica, guardei o líquido na boca, e comecei me a rir. Ri tanto, que fiz o tal ‘Crrr’ com o nariz, que se faz quando se tá constipado, para se assoar, e o resultado foi, não ranho, não sangue, mas PEPSI! Isso mesmo, eu regurgitei, vomitei, GREGUEI Pepsi-Cola pelo nariz, à frente de uma multidão gigantesca de criaturas que queriam apenas comprar os bilhetes de cinema, e não assistir a um freak show! Foi brutal pá! Enquanto gregava continuamente pepsi cola pelo nariz, 2 loiras boas pra catano tavam a olhar para mim, a fazer aquele acto repugnante. Felizmente o meu amigo salvou me da bela situação, dizendo: ‘Anda caralho!’ e puxando me pelo braço. Obrigado, Miguel.  Depois, limpando a baba, o ranho, e a pepsi cola, continuei o meu caminho vermelho como um pimentão. Foi giro. Mais giro foi a outra coisa que vou contar a seguir.

[Se lestes isto depois de teres comido, deves te ter vomitado todo a rir. Espero que não estejas a beber Pepsi. Corres o risco de a vomitar pelo nariz. Beware!]

Bom, no dia seguinte, hoje, tive no Vasco da Gama. Fui comer ao Chimarrão, um lugar simpático onde temos um senhor semelhante a um macaco a perguntar-nos se queremos as mais variadas carnes de vaca e porco e galinha. Portanto, nós éramos 9 pessoas e houve um homem que engraçou connosco, ou apenas gostou de gozar com a nossa cara, e começou a chamar nos marroquinos. E era: ‘Ó marroquino, queres isto, ó marroquino, queres aquilo’. Eu também quis gozar um bocadinho. Havia uma carne chamada maminha. Eu virei me para o homem e disse: ‘Olhe, tem maminha?’ . Isto provocou uma onda de risos, incluindo o meu. O homem para picar, começou a gozar comigo e tal: ‘Maminha, olha o marroquino, a pedir me maminha! Marroquino atrevido, vai pedir maminha àquelas empregadas! *aponta para empregadas pretas*’. Algum tempo depois, ele estava lá novamente, com uma empregada, e disse lhe para ela vir ter comigo que eu lhe queria pedir uma coisa. Disse isto várias vezes e a mulher veio me perguntar se eu precisava de alguma coisa. Eu respondi que não, e ri-me bastante. Fiz uma figura bastante boa. Mas giro giro, foi quando fomos pedir ao homem para tirar uma foto com ele. E a foto vai ser posta na imagem da semana. Pela primeira vez vão ver a minha querida fronha.

Ah, mas ainda tenho outra coisa pra contar! Só que não é embaraçosa, pelo menos para mim.  Ora, imaginem o cenário: Um autocarro semi-vazio, que percorre Lisboa. O autocarro vai aos saltos, e faz travagens bruscas de vez em quando. Os bancos estão todos ocupados. Entram 4 espanhóis. Algum tempo depois, vi um puto com cara de idiota a sair da parte da frente do autocarro. Aparentava ter 7 ou 8 anos. Com alguns bancos já vazios, o puto vai em pé. Começou por se apoiar no que estava mais perto dele, eu. Depois apoiou-se na porta automática de saída. Então eu pensei: ‘Mau, mas o puto é deficiente mental ou quê?’. As portas abriram, o puto saltou para trás todo cagadinho e assustado, e não se agarrou mais à porta. Depois de estar 5 minutos a balançar de um lado para o outro, caiu por 3 razões:

1- Não ter onde se agarrar.

2- As travagens bruscas.

3- A rasteira que eu preguei ao cabrão do puto, porque ele não caía nem por nada!

Depois de ele cair, e de se tentar levantar várias vezes, mas caíndo outra vez, sentou se num canto do autocarro. Parecia um mendigo. Lá se conseguiu levantar. Depois, virou se para os espanhóis, e parecia que lhes estava a perguntar alguma coisa (nessa altura tava a ouvir música e não ouvi o que o gajo disse). O espanhol ignorou, e falou com outro espanhol. Eu pensei: ‘O puto é definitivamente idiota, foi pedir indicações a um espanhol…’ Passado algumas quedas, tirei os phones quando o puto ia a sair… E reparei numa coisa gira. O puto não é idiota. É espanhol… 

E tá tudo…  Preparem-se para a revelação:

Imagem da Semana:  TEM MAMINHA?

Eu sou aquele que está atravessado no espeto.

Frase da semana (e quiçá, do ano!) : ‘Tem maminha?’